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Carta de cobrança: saiba o que é e quando ela pode ser usada!

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Problemas com inadimplência são recorrentes em vários tipos de comércio. É preciso estar atento aos impactos dessas dívidas para a empresa, pois o custeio de alguns compromissos pode ficar em risco. Afinal, quanto maior o número de pagamentos pendentes, menor se torna o fluxo de caixa do empreendimento.

Pensando nisso, é necessário saber formular uma boa carta de cobrança. Que aspectos devem estar presentes nesse documento? E como não ser muito invasivo? Essas são só algumas das perguntas relacionadas ao tema.

Então, desenvolvemos este artigo, que aborda tudo que você, empreendedor, precisa compreender sobre o assunto. Continue a leitura para ficar por dentro!

O que é a carta de cobrança? 

Em primeiro lugar, vale destacar que a carta é somente uma das ferramentas disponíveis para o empresário receber créditos devidos. Por isso, torna-se fundamental o envio desse documento. Nele, são abordados os valores exatos, prazos e possíveis medidas cabíveis.

Afinal, é necessário ter em mente que muitas pessoas se esquecem das dívidas e de compras antigas. Isso acontece por descuidos na gestão orçamentária ou até mesmo por dificuldades financeiras. Deste modo, a carta de cobrança é útil nos dois casos, permitindo que o inadimplente tome consciência dos débitos em atraso.

+ Os 6 riscos financeiros mais comuns em empresas

No quesito da linguagem, ela deve ser clara e objetiva. O fator principal é a forma como a abordagem pode se dar: sempre de forma amigável. Cartas desrespeitosas ou com teor de intimidação tendem apenas a gerar mal-estar na relação cliente-empresa, prejudicando a recuperação dos débitos.

Educação e cordialidade são as palavras-chave para quem quer ter bons resultados com a carta de cobrança. Estar baseado na jurisdição e nas leis é primordial para evitar problemas futuros. Portanto, sempre consulte o Código de Defesa do Consumidor e o Código Civil, a fim de não infringir nenhum direito.

Como ela deve ser redigida? 

Como mencionado acima, o tom da linguagem consiste em um aspecto imprescindível para que a carta de cobrança alcance os resultados esperados. Porém, ele é só um dos requisitos norteadores da produção desse documento. Logo abaixo, listamos outros pontos essenciais que também não podem ficar de fora. Veja as dicas!

Apresente a carta 

Pois bem: começando pelo âmbito externo, é necessário que o envelope enviado não demonstre que se trata da cobrança de uma dívida. Isso pode gerar constrangimento e problemas com o seu cliente, dificultando ainda mais o recebimento. 

Só no interior da carta que a pessoa deve indicar que se trata de uma carta de cobrança. Discrição e profissionalismo são vitais nesse processo. 

Informe os dados da dívida 

Outra etapa de grande relevância. É muito importante discriminar de maneira objetiva e clara, incluindo todos os dados referentes à dívida. Ou seja, qual foi a mercadoria ou serviço adquirido?

Na sequência, o passo é demonstrar o saldo final do débito. Depois disso, fica mais fácil evoluir no processo de regularização da dívida. Ainda na parte final, devem ser apresentados os prazos para regularização e os contatos da sua empresa, para que haja negociações ou acesso a outras informações.

Tenha os dados completos do credor 

Essa obrigatoriedade é respalda pelo artigo 42-A do Código de Defesa do Consumidor. Nele, é determinado que todos os documentos de cobrança precisam conter nome, endereço e CPF ou CNPJ do fornecedor ou vendedor do produto/serviço. 

Sem a colocação desses requisitos, a sua carta de cobrança pode perder a validade, transformando o recebimento dos débitos devidos em algo mais complicado. Fique atento!

Você deve estar se perguntando: mas por quê? Os dados completos são necessários para que a pessoa cobrada não tenha dúvidas de quem é o credor que está enviando a notificação.

Negocie

Tratamos aqui de outro ponto primordial. Afinal, alguns aspectos no pagamento da dívida podem ser negociados, beneficiando os dois lados. É importante deixar a opção de negociação bem demarcada na sua carta de cobrança, não se esquecendo de ressaltar o canal de comunicação utilizado para isso. 

Pode ser que o cliente esteja com dificuldades na quitação, mas tenha possibilidade de efetivar o pagamento. Muitas vezes, só o aumento no número de parcelas já é suficiente no objetivo de avançar as negociações.

Conheça as medidas adicionais 

Conscientizar os clientes a respeito de quais medidas judiciais e extrajudiciais podem ser aplicadas é fundamental. Avisar sobre o risco de negativação, com os custos relacionados, figura como etapa imprescindível em uma carta de cobrança eficiente. 

Fique atento mais uma vez ao tom da escrita: parecer ameaçador é capaz de gerar mais resultados negativos e contratempos no processo de recebimento dos valores devidos. Abra o olho! 

Como a carta de cobrança ajuda a lidar com a inadimplência? 

Ter uma boa política de cobrança é vital para qualquer empresa, independentemente do porte. A carta de cobrança consiste em uma maneira muito válida de direcionar mensagens aos clientes, discorrendo a respeito da situação financeira e da inadimplência vigente.

Antes de tudo, entretanto, a carta ajuda tanto na conscientização do débito quanto no ato de proporcionar a proatividade do consumidor em procurar alternativas para a quitação. Contatação, persuasão e oferecimento de condições são os três pontos que compõem o pilar de uma carta de cobrança.

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Assim, fica muito mais fácil encontrar uma solução para os seus clientes inadimplentes, de forma amigável e profissional. Invista no uso da carta de cobrança no seu comércio!  

Ao longo do artigo, percebemos como é importante ter a carta de cobrança como medida de recuperação de crédito dos consumidores inadimplentes. Porém, essa é só uma das estratégias que podem ser implementadas. Existem outras alternativas como, por exemplo, a cobrança personalizada.

Vale ressaltar que há particularidades no recebimento de cada tipo de dívida. Cheques e compras no carnê ilustram um exemplo de como é necessário contar com ferramentas específicas para qualquer caso.

Conheceu alguns trunfos da carta de cobrança? Agora, analise como ela pode ser implementada no seu negócio e receba aqueles créditos que estão parados há um bom tempo.

(Fonte: CDL-BH)


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Os 6 riscos financeiros mais comuns em empresas

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Os riscos financeiros geram sustos aos empresários, não é mesmo? Mas é preciso esclarecer este conceito, afinal muitas companhias enfrentam dificuldades ou, até mesmo, vão à falência devido a problemas com as finanças. Ter uma boa gestão desses riscos é fundamental para uma marca que almeja prosperar e alavancar suas operações.

Pensando nisso, desenvolvemos este artigo com 6 riscos e as respectivas formas de evitá-los. Por isso, não perca tempo e continue a leitura até o fim para não perder nenhuma informação!

1. Inadimplência

Este problema é o calcanhar de Aquiles de muitos empreendedores. Realizar uma venda ou prestar um serviço e não recebê-lo pode tornar a operação inviável. Desse modo, medidas preventivas são as melhores práticas para evitar um alto número de clientes inadimplentes.

Mas você sabe quais estratégias podem ser adotadas para lidar com o atraso nos pagamentos? Então, veja a seguir!

Seja proativo nas cobranças

Ter um bom planejamento é fundamental para reduzir o número de possíveis clientes inadimplentes. Por isso, invista em treinamentos para sua equipe de colaboradores, com o objetivo de ter um maior controle sobre as vendas e o relacionamento devido com consumidores em atraso.

Use a educação a seu favor

É bem comum que os empresários e gestores sejam mais ríspidos com os compradores inadimplentes. Todavia, lembre-se de que o principal ativo de sua companhia são os clientes. Seja educado e tente compreender os problemas deles. Assim, fica mais fácil chegar a um acordo e receber os créditos em atraso.

Conte com boas ferramentas de análise de crédito

Vender é sempre bom, não é verdade? Mas vender com segurança e tranquilidade é bem melhor. Desse modo, não fique com dúvidas. Invista em serviços e consultorias que fazem uma análise de risco do cliente e do histórico de dívidas.

+ Guia da contratação de funcionários: veja as principais dúvidas!

Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), por exemplo, permite visualizar diferentes dados de seu consumidor, além da verificação do Score. Por isso, estude, planeje e invista em soluções tecnológicas que possam ajudar a empresa a lidar com a inadimplência.

2. Riscos financeiros provenientes da sazonalidade

Um risco financeiro que afeta muitas companhias é a sazonalidade. Vamos dar um exemplo para facilitar sua compreensão: uma sorveteria obtém ótimas vendas no período do verão e, assim, consegue manter todos os custos do empreendimento sob controle.

No entanto, na época do inverno, as vendas têm um grande declínio. Com isso, surge o desafio: honrar os compromissos financeiros e trabalhistas com menos recursos em caixa. Percebeu como a sazonalidade impacta diretamente no faturamento de um negócio?

Por isso, tenha sempre alternativas e estratégias para lidar com esse problema. Assim, seu comércio reduz significativamente os riscos financeiros advindos de tal fenômeno.

3. Falta de gestão financeira

Gestão é tudo. Portanto, ter uma desorganização nesse quesito pode ser fatal para seu negócio. Procure registrar todos os processos e atividades da companhia em softwares, afinal a tecnologia é uma grande aliada para o empreendedor.

Você já viu falar no Enterprise Resource Planning (ERP)? Essa ferramenta possibilita gerenciar todos os departamentos da empresa em um único local. Assim, decisões estratégicas podem ser tomadas — e programas de cortes de custos, implantados — de maneira mais rápida e eficaz.

Os riscos financeiros surgem, na grande maioria das vezes, devido à bagunça na organização de informações. Com isso, boletos passam a atrasar, os pagamentos de funcionários ficam desorganizados e há morosidade na execução das tarefas.

Como é possível perceber, ter uma boa gestão financeira é primordial para evitar todos esses problemas. Pense nisso!

4. Problema de liquidez

Em primeiro lugar, vamos definir o que é liquidez. Este conceito diz respeito à disponibilidade de dinheiro em caixa para honrar os pagamentos, ou seja, os custos com trabalhadores, fornecedores e outros prestadores de serviço para sua companhia.

Assim, se a empresa não dispõe de recursos para custear todos esses fatores, a operação comercial fica em risco. Mas você deve estar se perguntando: “o que fazer para ter mais liquidez em seu empreendimento?”, não é? Vamos lá.

+ 7 dicas para aumentar a retenção de talentos na sua empresa

O fator mais importante a ser levado em conta é a gestão do fluxo de caixa. Isso significa que deve haver um uso consciente e produtivo das receitas obtidas com o negócio. Mais uma vez, ter um bom planejamento é importantíssimo.

Assim, fica fácil analisar as despesas no curto e no longo prazo. E, com isso, o empreendedor consegue alocar os recursos da melhor maneira, sem prejudicar a liquidez do negócio. Fique atento a este quesito!

5. Riscos operacionais

Dentro de seu empreendimento, existem alguns setores que devem estar em perfeita harmonia para que a atividade comercial seja alavancada. Ter um bom banco de dados pode ajudar o gestor a lidar melhor com os riscos operacionais. Veja, logo abaixo, alguns exemplos de problemas que podem sacrificar seu negócio.

Fraudes internas

Ter um bom gerenciamento permite reduzir a ocorrência de fraudes internas. Colaboradores que atuam contra os princípios da companhia, extraviando produtos ou falsificando informações, são fatores perigosíssimos. Portanto, não deixe de verificar e atuar rapidamente para impedir as fraudes.

Falhas no cumprimento de prazos

Ser verdadeiro e honesto com seu cliente é fundamental. Se há atraso na entrega do produto, é bem provável que ele fique desmotivado e decepcionado com sua empresa. Então, procure sempre cumprir as datas estabelecidas, estreitando a relação consumidor-marca.

6. Falhas nos sistemas de tecnologia da informação

Os softwares e as ferramentas de TI são indispensáveis a qualquer organização. Mas, se eles não funcionam ou operam aquém de suas respectivas capacidades, é preciso rever o que está acontecendo de errado. Contar com uma equipe de colaboradores especializada em dar manutenção ou contratar uma consultoria terceirizada são ideias muito válidas.

Procure otimizar seus processos internos com um bom uso das ferramentas de TI. Assim, é possível diminuir a probabilidade de ocorrerem riscos financeiros devido a problemas estruturais de softwares e servidores.

Todo empresário quer que sua companhia prospere por muitos e muitos anos. Por isso, ter uma boa análise dos riscos financeiros e, principalmente, reduzi-los são iniciativas que podem tornar possível o sucesso da iniciativa empreendedora.

(Fonte: CDL-BH)


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Aprovado na Câmara PLC que apresenta melhorias para o Simples Nacional

Na tarde desta terça-feira (11), a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar 420/2014, que inclui mais empresas no regime simplificado de cobrança de impostos, o Simples Nacional. A proposta cria a Empresa Simples de Crédito (ESC) para operar com empréstimos, financiamento e desconto de títulos de crédito (factoring) exclusivamente para microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte. A proposta teve aprovação de 357 parlamentares.

“A aprovação do PLC é um avanço para os empresários brasileiros que ainda sofrem com os efeitos da crise econômica dos últimos anos. Estamos dando mais um passo rumo ao progresso, o que deve gerar mais emprego e renda para a população brasileira. É, sem dúvida uma importante vitória para a CACB, o Sebrae e a Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa”, declarou o presidente da CACB, George Pinheiro.

(Fonte: CACB)


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Governo atende entidades e adia para março a vigência de decreto que altera o RICMS

A pedido da Federaminas, Fecomércio/MG e Fecon/MG, o governo do Estado prorrogou para 1º março de 2019 a entrada em vigor das alterações recentemente introduzidas no Regulamento do ICMS em relação à substituição tributária. O decreto dispõe sobre a restituição, compensação e complementação da diferença do ICMS ST, quando a base de cálculo presumida for maior ou menor do que a base de cálculo efetivamente praticada.

Em reunião na Superintendência de Tributação da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais (Sutri) na última segunda-feira, dia 3, representantes da Federaminas, Fecomércio/MG e Fecon/MG haviam pleiteado o adiamento para o próximo ano do início da vigência do decreto estadual.

Na ocasião, o pleito foi apresentado aos assessores técnicos da Dolt/Sutri Ricardo Luiz Oliveira de Souza e Denise Salazar pelo diretor jurídico da Federaminas, Carlos Moreira Alves, conjuntamente com os representantes da Fecomércio/MG, Marcelo Nogueira de Morais, e da Fecon/MG, Aline Cunninghan.

O diretor jurídico da Federaminas ressalta a importância do adiamento da entrada em vigor do decreto, por possibilitar prazo maior para debates e reflexões sobre a matéria. "Houve compromisso prévio da Secretaria da Fazenda de disponibilizar pessoal técnico para apresentação de esclarecimentos a respeito em evento a ser agendado e realizado pela entidade", adiantou o advogado Carlos Alves.

(Fonte: Federaminas)

 

Guia da contratação de funcionários: veja as principais dúvidas!

Quando o assunto é contratação de funcionários, é comum surgir uma série de dúvidas a respeito do modelo de contrato mais adequado, legislação, remuneração, benefícios, processo seletivo, entre outros.

Essa preocupação é genuína. Afinal de contas, o que move uma empresa são as pessoas que trabalham nela. Por isso, qualquer falha no processo de atração e contratação de talentos pode prejudicar os resultados do negócio.

Quer conhecer todos os aspectos burocráticos e garantir admissões certeiras? É exatamente isso que esse guia vai mostrar. Então, continue a leitura e esclareça todas suas dúvidas sobre contratação de funcionários. Confira!

Como escolher a modalidade de contratação do empregado?

Quando você incorpora uma nova pessoa ao quadro de funcionários, é necessário fazer um contrato de trabalho. Esse documento especifica o tipo de vínculo existente entre empregado e empregador.

Existem vários modelos de contratação de funcionários e a empresa pode escolher qual é o mais benéfico para ela, desde que obedeça às exigências de cada modalidade. Veja quais são as principais formas e em quais situações elas se aplicam.

Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)

Esse é o regime de trabalho mais usado pelo comércio varejista e a forma correta de contratar colaboradores fixos. Na CLT, o empregado tem registro na carteira de trabalho com a função que exercerá e o salário determinado.

Em casos que a relação de trabalho configura como um vínculo empregatício, o funcionário precisa, obrigatoriamente, ser contratado pela CLT. Essa regra vale para casos em que há:

  • habitualidade: o trabalhador tem obrigação de cumprir expediente em 3 ou mais dias da semana;
  • subordinação: o funcionário cumpre ordens sobre o que precisa fazer;
  • pessoalidade: o trabalho só pode ser feito pelo contratado;
  • trabalho exercido por pessoa física;
  • pagamentos mensais regulares;
  • entre outros.

Se você precisa de um colaborador que atenda todos os requisitos citados acima, significa que é necessário registro na carteira, pagamento de FGTS, INSS, 13° salário, férias, vale-alimentação e vale-transporte.

Pessoa Jurídica (PJ)

Ao contratar uma pessoa jurídica, o empregador paga um valor pré-determinado pela prestação de serviços. Nesse caso, o trabalhador precisa emitir notas fiscais.

O profissional PJ tem mais liberdade de atuação, pode prestar serviços para vários negócios, não tem horário de trabalho fixo e dispõe de autonomia para exercer suas atividades da forma mais adequada.

Sendo assim, o trabalhador não tem direito aos benefícios da CLT. Por isso, muitas vezes, o empregador opta por esse regime de contratação de funcionários apenas para economizar com os encargos trabalhistas.

No entanto, essa é uma prática ilegal. Caso a forma de exercer as atividades caracterizam vínculo empregatício — habitualidade, subordinação e pessoalidade —, é necessário contratar pela CLT.

Veja um exemplo prático de como a contratação de um PJ se aplica: você precisa de um profissional para fazer a manutenção dos equipamentos de informática da loja. Para executar esse trabalho, o técnico não precisa se deslocar para a empresa todos os dias, cumprir horário de trabalho e ficar ocioso boa parte do tempo.

Por isso, nesse caso, o ideal é contratar um prestador de serviços. Dessa forma, ele vai comparecer a empresa apenas quando surgir alguma emergência ou periodicamente — um ou duas vezes por semana — para atuar preventivamente.

De qualquer forma, é necessário elaborar um contrato e documentar as obrigações de cada uma das partes. Só assim, a relação de trabalho ficará clara e evitará interpretações distorcidas.

Estágio

Contar com um estagiário é uma grande oportunidade para moldar profissionais de acordo com as necessidades do empreendimento. O contrato precisa ser firmado entre estudante, empresa e instituição de ensino.

Por isso, para admitir um colaborador nessa modalidade, é necessário que ele esteja regularmente matriculado no Ensino Superior, Médio, Fundamental, educação especial ou profissionalizante.

No entanto, é importante não perder o foco na formação profissional. Se você precisa de um estagiário da área administrativa, por exemplo, não faz sentido contratar um estudante de medicina. Afinal de contas, o estudante entra na empresa para aprender ofícios que farão parte da sua rotina profissional após a conclusão do curso.

Esse regime de contratação não caracteriza vínculo empregatício e é amparado pela Lei do Estágio. O contrato pode ter duração máxima de 2 anos e o estagiário é permitido trabalhar até 6 horas por dia.

Além disso, não existe um salário-mínimo assegurado e o pagamento de benefícios como o vale-alimentação é facultativo. No entanto, para atrair talentos, é importante estudar as práticas do mercado e oferecer condições compatíveis.

Jovem aprendiz

Essa é uma oportunidade de qualificação profissional e, muitas vezes, é a porta de entrada para os jovens no mercado de trabalho. O menor aprendiz precisa ter entre 14 e 24 anos e estar matriculado em um programa de aprendizagem de uma ONG, escola técnica ou algum curso no Senai, Senac, Senar, Senat ou Sescoop.

Diferentemente do estágio, esse programa é regido pela CLT e garante uma remuneração mensal. Como o salário é calculado de acordo com as horas trabalhadas, o valor pago é proporcional à jornada de trabalho que pode variar entre 4 e 8 horas diárias. A base do cálculo é o salário-mínimo vigente.

Temporário

O comércio sempre precisa de mãozinha extra para suprir as demandas de datas comemorativas como Natal, Ano-Novo, Dia das Mães, entre outros. Nesses casos, o ideal é admitir profissionais em regime temporário.

O contrato precisa evidenciar o caráter temporário, indicar as datas de início e término da prestação de serviços, além de apontar a remuneração acordada. Entretanto, o RH não pode fazer esse trâmite diretamente com o colaborador.

A contratação de funcionários temporários precisa ser feita por meio Empresas de Trabalho Temporário (ETT) credenciadas ao Ministério do Trabalho. O funcionário será registrado por essa empresa, mas, na prática, prestará serviços para a sua loja.

Portanto, você efetuará os pagamentos para a empresa intermediária e todos os encargos trabalhistas serão honrados por ela. Esse trabalhador também é amparado pela CLT e tem direito a férias proporcionais, 13° salário, descanso semanal remunerado, horas extras, entre outros benefícios.

Intermitente

Essa é uma nova modalidade de contrato de trabalho criada com a reforma trabalhista, em vigor desde 11 de novembro de 2017.

Nesse tipo de contratação, o empregador pode remunerar apenas as horas trabalhadas, sem a necessidade estabelecer uma jornada mínima mensal. No entanto, o máximo permanece o mesmo garantido na CLT: 44 horas semanais e 220 horas mensais.

Imagine, por exemplo, um bar ou uma casa noturna. É comum que a demanda desses estabelecimentos seja maior aos finais de semana. Por isso, muitas empresas não contratavam profissionais de forma legal.

Sendo assim, o regime intermitente veio para reduzir a informalidade no mercado de trabalho. Logo, a empresa pagará os impostos devidos e o colaborador receberá todos os direitos trabalhistas proporcionais ao período de trabalho.

Home office

O teletrabalho já existia, mas foi regulamentado com a reforma trabalhista. Nesse modelo de contratação, o colaborador exerce suas funções de casa por meio do computador ou smartphone.

O home office é regido pela CLT e os colaboradores contratados nesse modelo têm os mesmos direitos e deveres dos funcionários com carteira assinada. Inclusive, existem ferramentas tecnológicas para assegurar o cumprimento da jornada determinada.

Para algumas atividades do comércio, esse tipo de contrato é impossível. Afinal de contas, a presença do colaborador é indispensável para dar suporte aos consumidores presenciais e fechar vendas. Contudo, as atividades administrativas podem funcionar nessa modalidade sim.

Afinal, qual desses modelos de contratação de funcionários é o melhor? Não existe uma resposta certa para isso. Tudo depende das necessidades e estratégias da sua empresa. Entretanto, essa escolha não pode ser baseada unicamente na redução de custos. Cada tipo tem suas especificidades e é necessário cumprir todos os requisitos sem tentar burlar a lei.

Se você quer ganhar produtividade, por exemplo, um estagiário não é a melhor opção. Afinal de contas, ele está em processo de aprendizado e demanda uma maior supervisão.

Se você precisa de um vendedor para prestar assistências diárias ao consumidor dentro da loja, não é possível contratar no regime PJ.

Como definir a remuneração e os benefícios do funcionário?

Agora que você já identificou a modalidade de contratação mais adequada ao seu negócio, é hora de definir o salário e os benefícios oferecidos às pessoas que vão trabalhar nele.

Essa é uma decisão estratégica que pode mudar os rumos da empresa. Isso porque oferecer salários e benefícios chamativos e compatíveis com o mercado é uma forma de atrair talentos e motivar a equipe.

Por isso, é necessário seguir alguns passos para traçar a tática ideal. Veja!

Faça um diagnóstico da empresa

Essa é uma decisão muito importante e pode gerar mudanças significativas. Por isso, é essencial avaliar a situação financeira do negócio, conhecer as expectativas dos colaboradores e alinhar tudo às estratégias do empreendimento.

Vale até fazer uma estimativa de custos para implementar alguns benefícios como:

  • vale-transporte ou combustível;
  • vale-alimentação ou refeição;
  • vale-cultura;
  • plano de saúde e odontológico;
  • seguro de vida;
  • auxílio-creche;
  • participação nos lucros e resultados (PLR);
  • bonificações por metas alcançadas etc.

Ao fazer as contas, você pode perceber que não é tão caro quanto você imaginava. Além do mais, esse é um investimento que dará retorno com o aumento da produtividade e satisfação dos colaboradores.

Estude a média do mercado

Os salários e benefícios precisam ser compatíveis com as funções exercidas e de acordo com o praticado pelo mercado. Por isso, é essencial fazer uma pesquisa e identificar a média paga por outras empresas de porte e ramos semelhantes à sua.

Ao final da análise, você pode concluir se sua empresa paga um valor justo ou se a remuneração é inferior ao que os concorrentes oferecem.

Um salário abaixo do mercado atrai colaboradores pouco qualificados e contribui para o alto turnover. E não poderia ser diferente. Se o colaborador identifica uma oportunidade de melhorar a qualidade de vida no trabalho ao trocar de empresa, ele não vai pensar duas vezes antes de abandonar o posto anterior.

Priorize a saúde e o bem-estar do colaborador

Apesar de o plano de saúde para funcionários não ser um item obrigatório — exceto quando determinado em convenção coletiva da categoria — essa é uma boa prática do mercado. Isso porque ao investir na saúde do trabalhador, a empresa também lucra com uma série de benefícios como:

  • aumento da produtividade;
  • redução de absenteísmo;
  • queda no número de atestados apresentados;
  • diminuição da taxa de turnover;
  • incentivos fiscais.

Na hora de definir valores e escolher o mix de benefícios, o ideal é encontrar um equilíbrio entre as expectativas dos colaboradores e as condições financeiras da empresa.

Além disso, é necessário aprender a atrair os talentos certos e mais adequados ao fit cultural da empresa. Você vai entender melhor como isso funciona no próximo tópico.

Qual é o perfil e as qualificações que o funcionário deve ter?

Depende! Não existe um tipo universal que se encaixa em todas as vagas. Cada função exige um conjunto de habilidades distintas, por isso, requer profissionais diferentes para ocupá-las.

Sendo assim, o primeiro passo é entender as necessidades do cargo e traçar um perfil profissional ideal específico para a sua empresa. Se você precisa de um auxiliar administrativo, por exemplo, é essencial que o colaborador seja organizado, tenha facilidade para lidar com tecnologia e números, além de escrever corretamente.

Por outro lado, as qualificações necessárias para os colaboradores responsáveis pelo atendimento ao cliente são outras. Nesse caso, o funcionário precisa apresentar uma boa comunicação interpessoal, ser simpático, além de ter habilidades de persuasão.

Portanto, antes de iniciar um processo de contratação de funcionários, faça um planejamento para delimitar os requisitos necessários para ocupar o cargo. Você pode colocar, inclusive, habilidades comportamentais na lista de competências essenciais.

Ainda assim, independentemente da vaga, todos os colaboradores precisam estar em sintonia com a missão, visão e valores do negócio. Por isso, o fator cultural também é primordial para escolher candidatos que, realmente, vão se comprometer com os resultados da empresa.

Como organizar o processo seletivo para a contratação de funcionários?

A gestão estratégica de pessoas é fundamental para a empresa atingir a excelência, e tudo começa com um processo seletivo organizado e com objetivos bem definidos.

Por isso, antes de mais nada, defina o perfil profissional ideal, como já foi explicado no tópico anterior. Depois, siga os próximos passos para fazer uma contratação certeira.

Crie uma correta descrição do cargo

Essa etapa é essencial para atrair os candidatos mais adequados ao cargo e à empresa. Essa descrição precisa ser detalhada e conter conhecimentos, habilidades, atitudes, experiência e formação necessária para ocupar a vaga.

Nesse momento, é importante elaborar um campo dedicado para falar um pouco sobre a empresa também. Dessa forma, o candidato poderá fazer uma autoavaliação e se candidatar apenas se houver afinidade com a empresa e com o cargo.

Divulgue a vaga em aberto

Sem uma divulgação adequada, ninguém verá a vaga. Atualmente, existem vários canais de veiculação: Facebook, LinkedIn, portais de vagas de emprego gratuitos ou pagos, entre outros. Se sua empresa tem um site ou loja virtual, é interessante manter uma aba de “trabalhe conosco”. Dessa forma, é mais fácil centralizar o recebimento dos currículos.

Faça uma triagem dos currículos

Esse processo exige muita calma. Você precisa de tempo para ler os currículos e identificar os candidatos mais adequados à vaga. Vale a pena fazer um checklist para classificar os currículos mais promissores.

Se você tiver dificuldades nesse processo, não tenha receio de procurar ajuda profissional especializada. Empresas expert em seleção e recrutamento têm capacitação técnica para identificar os melhores talentos e aplicar todos os testes necessários.

Aplique testes e dinâmicas para os candidatos pré-selecionados

Uma empresa especializada também será extremamente útil nessa etapa. Os testes e as dinâmicas servem para comprovar se os candidatos realmente têm as habilidades descritas no currículo. Você pode aplicar questionários para conhecimentos específicos, raciocínio lógico e análises de perfil comportamental.

Realize entrevistas semiestruturadas

Esse é o momento em que candidato e empresário ficam frente a frente para conversar e tirar dúvidas sobre as qualificações do profissional. As entrevistas semiestruturadas contém um mix de perguntas previamente elaboradas com questionamentos que não seguem um roteiro. Dessa forma, você conseguirá extrair o máximo de informações relevantes para escolher o candidato mais adequado.

Avalie as experiências anteriores e a postura do profissional

É comum que os candidatos mintam para valorizar as passagens por outras empresas. Por isso, é importante checar as referências para se certificar que os relatos são verdadeiros.

Analisar o histórico do profissional também é essencial. Nesse momento, vale a pena verificar até mesmo o tempo e permanência nas empresas anteriores. Afinal, profissionais que trocam de trabalho com frequência podem fazer o mesmo com você sem cerimônia alguma.

Escolha o melhor candidato e contrate-o

Depois de analisar todas as qualificações do profissional, é hora de “bater o martelo”. Essa decisão pode ser difícil, mas é importante se ater aos dados e fatos para escolher o melhor candidato para sua empresa.

Você pode se comover com a situação de algum profissional, no entanto, se ele não se encaixar perfeitamente com a vaga, a experiência não será boa para ambas partes. Por isso, seja racional.

Acompanhe-o durante o período de experiência

Depois da contratação, o primeiro passo é disponibilizar uma qualificação específica e adaptada à realidade de sua empresa. O treinamento de funcionários é uma etapa fundamental para integrar o novo colaborador, deixá-lo informado sobre todas as diretrizes do negócio e fornecer os conhecimentos indispensáveis para a execução das tarefas.

No entanto, essa regra não serve apenas para os funcionários recém-chegados. Oferecer treinamentos e capacitações constantes é uma característica que toda empresa moderna deve ter.

Antes, durante e depois dessa qualificação, você precisa analisar se o profissional é interessado e se ele atende as expectativas da empresa. O período de experiência serve, exatamente, para isso: avaliar se a contratação de funcionários foi acertada.

Como registrar corretamente o contrato de trabalho?

É comum que pequenos empresários façam um período de experiência informal de 30 dias, para depois assinar a carteira do colaborador. Essa prática é ilegal, pois o funcionário deve ser registrado desde o primeiro dia de trabalho.

O empregador que não seguir as normas trabalhistas para contratação de funcionários está sujeito a multas e indenizações que podem ser requeridas na justiça do trabalho.

É bom que ressaltar que o contrato de trabalho não resguarda apenas ao funcionário. O documento é um instrumento para que o colaborador também cumpra todas as obrigações formalizadas. Aliás, ele também está sujeito a penalizações em caso de rescisão.

Por isso, siga o passo a passo para regularizar a situação dos funcionários dentro da sua empresa.

Escolha o tipo de contrato

Lembra das opções citadas lá no início do texto? Na hora de elaborar o contrato, é necessário levar aquelas dicas em consideração. No geral, existem duas opções: contrato de experiência ou contrato de trabalho.

O contrato de experiência tem prazo máximo de 90 dias. O empregado recebe todos os direitos devidos, no entanto, ao final do período, caso ele não permaneça na empresa, o empregador não precisa pagar aviso prévio, nem multa de rescisão. Já o contrato de trabalho é passível dessas indenizações.

Por isso, o mais recomendado é fazer um contrato de experiência, pois, ao final do período, se você decidir manter o colaborador, o documento se transforma em contrato de trabalho automaticamente. Ambos os registros precisam ser feitos na carteira.

Recolha os documentos necessários

Para elaborar o contrato de trabalho, você precisa de uma série de informações. Por isso, é necessário solicitar ao colaborador os seguintes documentos:

  • carteira de trabalho (CTPS);
  • certificado de alistamento militar — para homens com mais de 18 anos;
  • exame admissional: a empresa precisa fará o encaminhamento e os custos são de responsabilidade do empregador;
  • certidão de casamento e de nascimentos dos filhos de até 21 anos;
  • solicitação de vale-transporte;
  • cópia do título de eleitor;
  • cópia da Identidade e CPF;
  • comprovante de escolaridade
  • cartão de inscrição no PIS;
  • comprovante de residência;
  • fotos 3/4.

Vale lembrar que é proibida a requisição de documentos discriminatórios como exames de HIV, estado de gravidez, certidão de reclamatória trabalhista, atestado de antecedentes criminais e certidão negativa de órgãos de proteção ao crédito — como SPC.

Elabore o contrato

Esse documento precisa ter informações de identificação do funcionário e da empresa. Além disso, o contrato deve especificar o salário, carga horária, os benefícios que o funcionário terá e todas as informações essenciais sobre o emprego.

Emita o termo de responsabilidade do salário-família

O colaborador que tem remuneração mensal abaixo do limite determinado pelo INSS e filhos de até 14 anos tem direito ao salário-família. Esse benefício concede um valor extra para cada prole. Caso o contratado se enquadre nos critérios, a empresa precisa preencher o termo de responsabilidade do benefício e solicitar a assinatura do funcionário.

Faça as anotações na carteira de trabalho

Data de admissão, valor do salário, detalhes sobre contribuição sindical entre outros itens precisam ser anotados na carteira de trabalho. O preenchimento é de responsabilidade da empresa e o documento deve ser devolvido ao funcionário em, no máximo, 48 horas.

Preencha a Ficha ou Livro Registro de Empregado

Além da anotação na CTPS, a empresa precisa preencher o Livro Registro de Empregado com os mesmos dados preenchidos na carteira de trabalho. Essa é uma exigência legal imposta pelo Artigo 41 da CLT.

O processo de contratação de funcionários é complexo, mas não é nenhum mistério. O mais importante é optar pelos regimes mais adequados ao seu negócio e trabalhar dentro da lei. Lembre-se também de dar toda a atenção necessária ao processo seletivo. Afinal de contas, escolher as pessoas certas é essencial para construir uma relação de trabalho longa e benéfica para ambas as partes.

(Fonte: CDL/BH)


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Como fazer a integração de loja virtual e física com sucesso

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Empreender é o sonho de muitas pessoas que almejam materializar as suas ideias de negócio e melhorar a sua condição financeira. Aquela velha história de montar uma pequena loja física é cada vez mais confrontada com a oportunidade de iniciar um e-commerce com custos menores e maior público consumidor.

Entretanto, a estratégia mais adequada para quem já possui seu próprio comércio é integrar esses dois canais de venda. Afinal, a complementaridade de cada um é que faz com que haja o sucesso na operação.

Pensando nisso, desenvolvemos este artigo com informações de como realizar a integração de loja virtual. Confira!

Qual a importância de realizar a integração entre as lojas física e virtual?

Não é preciso ser nenhum exímio gestor ou analista para saber que o mercado brasileiro é altamente competitivo, com diversas marcas brigando para oferecer os melhores produtos com um bom custo-benefício.

Nesse cenário, a diferenciação e o uso de estratégias vencedoras é o que promove o crescimento de uma empresa. Com o avanço da internet e a moda dos e-commerce, muitos clientes estão procurando adquirir os seus produtos pela internet, pois esse canal de compra tende a ter melhores preços.

Mas é preciso entender que um canal não exclui totalmente o outro. Por exemplo, uma pessoa que deseja adquirir uma peça de vestuário procurará experimentar no seu corpo antes. Desse modo, uma integração entre a loja virtual e a física pode ajudá-la durante essa jornada de compra, aumentando as chances de ocorrer a venda.

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Fraude no comércio: o que você precisa saber para lidar com elas no ato! 

Uma outra dúvida que paira sobre os empreendedores diz respeito aos custos para implementar uma loja online e integrá-la ao seu comércio. Pois bem, atualmente, existem diversas plataformas com funcionalidades e aplicações para diferentes níveis de negócios. Desde pequenas empresas com 1 a 2 funcionários até as maiores, com mais de mil empregados, podem encontrar uma solução adequada às suas necessidades.

Vantagens comerciais, maiores taxas de satisfação de cliente e oferecimento de uma boa experiência de compra. Esses 3 fatores são apenas alguns dos que mais se destacam na ampla gama de vantagens decorrentes da integração de loja virtual. Por isso, analise as potencialidades do seu negócio e procure traçar uma boa estratégia para realizar mudanças durante esse processo integrativo.

Quais recursos podem ser utilizados para realizar essa integração?

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que os softwares e a capacidade logística/gerenciamento de estoque são os pontos principais, e que devem ser mais trabalhados. Fortalecer os canais e realizar uma integração produtiva devem ser os pontos de partida para iniciar os trabalhos de adequação.

Imagine que em uma loja não haja uma boa integração entre o e-commerce e os sistemas gerenciais da loja física. É provável que exista diversos problemas, atrasos com os pedidos e divergências de informações. Esses são alguns dos pontos iniciais que demonstram a importância e a harmonia de uma integração efetiva entre os canais de compra.

Agora que você entendeu um pouco mais sobre esse assunto, vamos aprofundar um pouco mais nos recursos que podem ser utilizados durante esse processo. Continue a leitura!

Estratégia omnichannel

Primeiramente, é preciso entender o que é essa estratégia. O omnichannel é o que, de fato, estamos abordando ao longo do artigo. Esse termo diz respeito à oferta de vários canais de compra para os clientes, e não somente os ambientes físicos e online.

Implementar essa estratégia consiste em integrar os canais de compra, principalmente o online e offline, para que não haja distinção. Além disso, reduzir o número de evasões e desistência de compras.

Com o omnichannel, o cliente percorre toda a jornada de compra e explora as interações que podem ocorrer entre o comprador e a empresa. É possível, também, receber os feedbacks e usar essas informações para melhorias, e tornar ainda mais efetivo os canais de compra. Desse modo, todo o negócio é beneficiado, pois quanto maior o número de vendas, maiores as receitas, e o capital de giro é elevado.

Uma loja virtual tem menores custos operacionais e, por consequência, pode gerar maiores resultados financeiros. Fazer uma integração assertiva com a loja física é uma forma inteligente e produtiva de extrair o máximo desses dois canais de venda. Lembre-se disso!

Uso do ERP

O Enterprise Resource Planning (ERP) é um dos programas gerenciais mais utilizados em todo o mundo. Independente do porte da empresa, o ERP consegue reunir todas as informações em um único programa, possibilitando uma visão geral e ampla de todo o empreendimento.

Assim, processos que dão maiores resultados podem ser alavancados, enquanto que tarefas onerosas e com grandes custos podem ser otimizadas. Ou seja, o ERP possibilita tomada de decisões importantes de forma planejada e organizada.

Com um ERP, a integração de loja virtual torna-se muito mais segura e eficaz. Nas diversas funcionalidades do sistema podem ser lançadas informações básicas, como por exemplo, a quantidade em estoque, os custos de compra, dentre outras informações.

Desse modo, é imprescindível contar com essa ferramenta tecnológica para quem almeja realizar a sua integração entre os canais de compra. Pesquise, analise e defina qual o ERP mais adequado ao seu negócio.

Rígido controle do estoque

A crise de 1929 foi um bom exemplo de como pode haver um colapso econômico quando não há um planejamento do estoque de produtos. Por isso, procure ter uma boa comunicação entre os seus softwares para gerenciar o seu armazenamento interno. Uma boa equipe de colaboradores capacitados também é importantíssimo para ter um estoque menos oneroso.

Afinal, não podem haver duplicidade de informações ou dados desconexos. Imagine que na sua base tenha descrito que há 5 unidades de um determinado produto, mas no seu site online há apenas 2 unidades para compra. É bastante perceptível a quantidade de vendas que serão perdidas. Invista em tecnologia e planejamento logístico.

(Fonte:CDL-BH)


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7 dicas para aumentar a retenção de talentos na sua empresa

Você sabia que as estratégias para retenção de talentos podem reduzir os custos da sua empresa? Além de garantir a qualidade e continuidade nos serviços, manter bons colaboradores dentro do empreendimento resulta em economia de tempo e dinheiro.

No contexto das pequenas e médias empresas (PMEs), a importância de aproveitar todo o potencial dos funcionários é ainda mais evidenciada. Afinal de contas, o sucesso ou fracasso de qualquer negócio depende de pessoas comprometidas com os resultados, principalmente, quando a equipe é mais enxuta.

Quer saber o que fazer para reter grandes talentos? Continue a leitura e conheça as principais táticas para conservar bons funcionários atuando na sua empresa.

O que é retenção de talentos?

É um conjunto de práticas, políticas e estratégias para prolongar o tempo de permanência de funcionários importantes dentro da empresa. Porém, esse processo não deve iniciar apenas quando o colaborador apresentar indícios de insatisfação.

A missão de preservar talentos começa já na fase de recrutamento. Ao selecionar o candidato ideal, é essencial considerar as competências e expectativas dele em relação ao trabalho.

Um colaborador que não gosta de lidar com pessoas, por exemplo, dificilmente terá sucesso em vendas. Ao contratar funcionários inadequados ao cargo e sem afinidades com a cultura da empresa, a alta rotatividade será inevitável.

Quais são os benefícios de reter funcionários?

O capital humano é o recurso mais valioso que qualquer empreendimento pode ter. Além de gerar lucros para o seu negócio, os colaboradores acima da média agregam conhecimentos estratégicos ao longo dos anos. Por essa razão, eles contribuem efetivamente para o crescimento da empresa.

Veja as principais vantagens de investir na retenção de talentos:

  • economia para a empresa: redução dos gastos com rescisões, contratações e treinamentos;
  • melhora o clima de trabalho: bons profissionais são mais colaborativos e contribuem para um bom relacionamento entre funcionários;
  • aumenta a produtividade: o colaborador antigo tem profundo conhecimento sobre a empresa e consegue desenvolver as tarefas com maior rapidez e qualidade;
  • garante engajamento: o trabalhador satisfeito com suas funções são mais comprometidos com os resultados do negócio;
  • desenvolve vantagem competitiva: o profissional com muito tempo de casa conquista expertise sobre os processos. Ao trocar de empresa, ele pode levar todo a experiência obtida para a concorrência;
  • manutenção de capital intelectual: o empreendimento se beneficia com os conhecimentos adquiridos pelo colaborador ao longo dos anos.

Motivos suficientes para você entender que reter talentos é garantia de prosperidade e longevidade para o seu negócio, não é mesmo? Porém, para conseguir resultados efetivos, é necessário colocar algumas dicas em prática. Veja a seguir!

Quais são as principais estratégias para manter os colaboradores na empresa?

Motivação é a palavra-chave nesse processo. Todas as ações para reter talentos têm o objetivo de melhorar a qualidade de vida e a satisfação do colaborador. Tudo isso serve para que ele deseje permanecer na empresa. Por essa razão, acompanhe estas 7 dicas valiosas para aumentar a retenção.

1. Faça uma pesquisa de clima empresarial

O primeiro passo para implementar uma estratégia eficiente é identificar o nível de contentamento dos funcionários. Com a pesquisa de clima é possível verificar os pontos críticos que geram insatisfação nos colaboradores.

Uma liderança autoritária, por exemplo, pode acarretar vários pedidos de demissão. Além de prejudicar a produtividade, isso também afeta a harmonia no ambiente de trabalho.

Sendo assim, o resultado do levantamento não pode ficar esquecido no fundo de uma gaveta qualquer. É necessário utilizar os dados para corrigir os problemas que distanciam o funcionário da empresa.

2. Preze pela saúde e segurança do profissional

Garantir a segurança e a saúde do trabalhador é uma obrigação das empresas. Afinal de contas, é impossível exercer bem as funções relativas ao cargo se o colaborador sofre com doenças ocupacionais ou de outra natureza.

Sendo assim, é imprescindível criar um ambiente de trabalho seguro e implementar ações para manter o colaborador saudável. Contratar um plano de saúde e implementar projetos de incentivo às atividades físicas são estratégias eficientes nesse quesito.

Além do mais, você já pensou em um disponibilizar um espaço confortável para descanso? Uma sala para relaxar e tirar um cochilo no horário de almoço, por exemplo, demonstra que sua empresa está preocupada com o bem-estar dos funcionários. Isso aumenta a disposição e motivação da equipe.

3. Elabore um bom plano de carreira

Nenhum funcionário deseja permanecer anos na mesma empresa se não tiver uma visão de futuro dentro dela. O plano de carreira é uma ferramenta para estimular o desenvolvimento do colaborador e permitir que ele alcance posições melhores no local de trabalho.

Vários funcionários abandonam seus cargos por causa do sentimento de estagnação. Muitas vezes, eles procuram oportunidades até mesmo com salário inicial inferior pelo simples fato de a empresa oferecer chances de crescimento.

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Engana-se quem pensa que essa estratégia é exclusividade de grandes empreendimentos. Os negócios menores também podem implementar planos de carreira atrelados a tempo de serviço, desempenho e metas alcançadas.

4. Avalie os benefícios financeiros

Apesar de o salário não ser o principal fator para a motivação dos colaboradores, as bonificações são formas de reconhecimento e compensação pelo trabalho bem-feito. Por isso, uma remuneração atraente e justa tem papel fundamental na retenção de talentos.

Se sua empresa paga salários abaixo do mercado, por exemplo, vai perder funcionários excepcionais com muita frequência. Sendo assim, estabeleça salários condizentes com os cargos e com as responsabilidades de cada um. Além disso, as premiações — viagens, SPA day, eletrônicos, entre outros — também são eficientes.

5. Invista na carreira do colaborador

Para crescer profissionalmente, a qualificação é essencial. Por isso, ofereça treinamentos, cursos e incentive a participação em eventos do setor. Com essas ações, o colaborador perceberá que a empresa acredita no seu potencial e se sentirá valorizado.

Por exemplo: você tem um funcionário competente, mas tem dúvidas se ele dispõe da qualificação necessária para ocupar o cargo de gerência aberto recentemente. A solução é simples: invista em cursos para que ele consiga exercer a função com excelência. Esse reconhecimento é importante para que o colaborador tenha desejo de permanecer na empresa.

6. Valorize os funcionários

Relembre o exemplo de promoção para a função de gerente, citado anteriormente. Imagine como esse funcionário se sentiria se você contratasse um novo colaborador para ocupar o cargo? O sentimento é de desvalorização e a percepção de que, se optar por permanecer na empresa, ficará no mesmo cargo a vida inteira.

A falta de reconhecimento faz com que bons colaboradores abandonem suas funções em busca de valorização em outros empreendimentos. Ninguém é insubstituível, mas a ausência de alguns talentos pode comprometer os resultados do seu negócio.

7. Construa uma cultura de feedback

Para um funcionário saber se está no caminho certo, ele precisa de feedbacks. Por isso, mantenha um relacionamento aberto com os colaboradores para que eles sejam receptivos para os elogios e sugestões de melhorias.

Um colaborador teve uma postura exemplar diante de um problema com o cliente? Então diga isso a ele e utilize o evento para nortear os outros membros da equipe. Em caso de atitudes indesejadas, chame-o em particular e mostre os melhores caminhos para conduzir a situação.

Independentemente de ser positivo ou negativo, esse retorno é essencial para o desenvolvimento do trabalhador. Ao reconhecer os pontos fortes e fracos, o funcionário obtém insumos para aperfeiçoar suas habilidades. Vale lembrar que você também precisa estar aberto às observações que vêm no caminho inverso, ou seja, do funcionário para a empresa.

Investir na retenção de talentos é uma necessidade. Quanto mais tempo um bom profissional permanecer dentro da empresa, maior será o período de contribuição para o crescimento do negócio. Afinal de contas, boa parte do trabalho é exercido por pessoas, por isso, valorizar esse capital humano é essencial.

(Fonte: CDL/BH)


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Fraude no comércio: o que você precisa saber para lidar com elas no ato!



No comércio varejista, as fraudes são mais comuns do que se imagina. Não por acaso, existem estudos que mostram que, a cada 17 segundos, uma tentativa é registrada no país. No comércio eletrônico, milhares de registros são contabilizados a todo minuto. Com o crescente número, a necessidade de adoção de um plano contingencial se torna cada vez mais relevante.

No entanto, tudo isso ainda gera diversas dúvidas nos empresários, entre as quais estão: como lidar com a fraude no comércio? Como preparar os colaboradores para que eles possam contornar a situação de maneira eficaz?

Pensando nisso, preparamos este post. Assim sendo, as respostas para esses questionamentos você poderá conferir a seguir. Então, continue a leitura e saiba mais!

Como se prevenir da fraude no comércio? 

A primeira atitude a ser levada em consideração é a prevenção contra as fraudes no comércio. Para isso, algumas ações são bastante eficazes e podem, inclusive, surtir efeito imediato.

Solicite dois documentos originais ao consumidor

Para se prevenir durante a venda, solicite dois documentos originais ao consumidor. Se o documento foi furtado, a pessoa em questão terá dificuldade em apresentar outro comprovante, o que dificultará a sua ação fraudulenta.

Pedir os documentos originais impede também a atividade de falsificadores, que não desejarão ser identificados. Por isso, faça a solicitação nas compras com cartão, cheque ou crediário e argumente que essa é uma ação do estabelecimento para efetuação de vendas. Lembre-se também de que, ao menos, um dos registros deve ter foto e as informações devem ter o mesmo conteúdo.

Verifique o comprovante de residência

Por meio dos dados presentes nos documentos apresentados, é possível analisar se o comprovante de residência é verdadeiro. Segundo os órgãos federais, existe uma série deles que servem como comprovação, tais como: conta de água, de luz ou de telefone, contracheque de órgão público, extrato do FGTS, carnê do IPTU, entre outros.

Muitas vezes, o nome contido no comprovante não é da pessoa. Por isso, para evitar as fraudes, é necessário que ela apresente identidade com o nome dos pais, caso more com eles, ou do cônjuge. Isso é muito importante, pois se os fraudadores aplicarem um golpe, não desejarão ser encontrados posteriormente.


Consulte o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito)


Em caso de suspeita de fraude, é sempre importante realizar uma consulta ao SPC. Verifique se o nome da pessoa em questão encontra-se na lista de inadimplentes. Além disso, leve também em consideração se há dívidas em aberto, anotações de outros empresários etc.

Se, mesmo após a consulta, a pessoa insistir na compra, negocie o pagamento à vista, principalmente, se houver suspeitas da sua parte. Lembre-se sempre de que é melhor prevenir do que remediar.


Como reagir ao identificar uma tentativa de fraude?


Em muitas ocasiões, é possível identificar a tentativa de fraude no ato. Mas, antes de reagir sem nenhum preparo e criar uma situação desconcertante para ambas as partes, siga as dicas a seguir!


Nota falsa


Para identificar uma nota falsa, a primeira ação é olhar a marca d’água. Caso ainda tenha dúvidas de como fazer isso, basta colocar a cédula sobre uma luz ultravioleta ou conferir a faixa holográfica.

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Se, desse modo, você identificar a falsidade da nota, é perfeitamente possível recusá-la e falar de maneira adequada ao portador que aquela nota é falsa. Muitas pessoas nem mesmo sabem que portam notas falsas. Por isso, vale a pena o aviso, pois o repasse pode levar à detenção de até 2 anos.


Cheque sem fundos


Se tiver suspeitas sobre um cheque sem fundos, existe uma atitude rápida que você pode tomar. No site Cheque Legal, é possível verificar a procedência física do cheque, ou seja, averiguar se ele é sustado, roubado ou se tem algum tipo de bloqueio.

Após isso, também vale a pena fazer uma checagem do nome no SPC. Assim, dá para saber se o emissor já passou cheque sem fundos outras vezes, se o nome consta como inadimplente, entre outros aspectos.


Como lidar com o fraudador no ato da ocorrência?


No ato da compra, tenha bastante atenção ao lidar com os fraudadores! Para que a situação seja resolvida da melhor maneira possível, sem trazer prejuízos para a sua empresa, é crucial seguir algumas recomendações.


Aja com calma


Identificou uma fraude? Tem certeza de que o indivíduo está fazendo, de má-fé, a entrega de uma nota falsa, por exemplo? Independentemente de a resposta ser sim ou não, aja com calma, para não denegrir a reputação do seu negócio.

Às vezes, a situação é menos grave e a pessoa pode não ter conhecimento. Assim sendo, agir no impulso pode fazer com que a imagem da marca sofra danos, ainda mais se outros clientes estiverem no estabelecimento. Da mesma maneira, se o fraudador for identificado, é melhor não fazer alarde.


Recuse educadamente o dinheiro, o cheque ou o cartão


Se o dinheiro, o cheque ou o cartão forem suspeitos de falsificação ou roubo, a empresa pode recusar-se a receber. No entanto, isso deve ser feito de maneira educada, falando sempre com clareza sobre o problema.


Tenha todas as ferramentas antifraudes possíveis


Contar com equipamentos que verifiquem notas falsas e com softwares das próprias instituições de proteção ao crédito (como o SPC) são maneiras simples e fáceis de evitar a fraude no comércio.

As chances de que o fraudador vá ao seu estabelecimento também diminuem, visto que ele saberá da dificuldade em aplicar qualquer golpe na sua empresa. Além disso, será possível confirmar, com mais propriedade, as tentativas de fraude e, consequentemente, negar a venda quando esses casos forem identificados.

A atenção à fraude no comércio, especialmente em épocas festivas, é essencial. Isso porque os fraudadores aproveitam os momentos de grande fluxo de pessoas para aplicar os golpes. Por isso, o comerciante deve se munir de todas as ferramentas, a fim de evitar prejuízos não só financeiros, mas também para a imagem da empresa.

A equipe também deve estar preparada para esse tipo de situação, pois as fraudes podem acontecer quando menos se espera. Não se esqueça de que, na fraude no comércio, o dinheiro perdido dificilmente é recuperado, tornando-se um prejuízo para o negócio.

(Fonte: CDL/BH)


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Palavra de economista: Como o consumidor chega à reta final de mais um ano?

19112018-PalavraEconomistaEndossadaDados de sondagens feitas pelo SPC Brasil mostram que o quadro ainda é de aperto: cerca de oito em cada dez consumidores dizem estar com as finanças no zero a zero (paga tudo, mas não sobra nada) ou no vermelho (não sobra nada, e ainda falta).

Outros dados de fontes oficiais ajudam a compreender melhor esse quadro: segundo o IBGE, a renda média do brasileiro hoje é de R$ 2.155,0. Esse valor caiu, em termos reais, no período mais agudo da crise e, embora venha se recuperando, ainda não fica muito acima dos valores observados em 2014. Já o desemprego segue elevado, apesar das recentes e ligeiras quedas: no trimestre encerrado em junho, a taxa de desemprego era de 12,4%; no trimestre encerrado em setembro, passou para 11,9%.

Outra realidade dura é a da inadimplência. O SPC Brasil estima que cerca de 40% dos brasileiros com mais de 18 anos estão com o nome registrado nos cadastros de devedores. Cada devedor tem pendências com dois credores, em média.

O pano de fundo desse cenário é uma economia que se recupera muito lentamente de uma severa recessão. A economia cresceu 1% em 2017 e deverá crescer um pouco mais do que isso em 2018. Nesse ritmo, levará alguns anos para recuperarmos as perdas dos últimos anos. A inflação acelerou pelo terceiro mês seguido, alcançando 4,56% no acumulado dos 12 meses encerrados em outubro, mas permanece dentro do esperado e muito próximo da meta perseguida pelo Banco Central.

A imagem do copo meio cheio e meio vazio ainda resume o cenário: o desemprego cai, mas vagorosamente; e a economia cresce, mas lentamente. Para os próximos meses, espera-se que a confiança dos consumidores e empresários cresça em resposta à definição eleitoral e ao início de um novo ano. Se isso vier acompanhado de reformas de longo prazo, é bastante provável que o ritmo da atividade econômica acelere.

Mesmo com as dificuldades ainda presentes, os consumidores se permitirão um agrado no Natal, assim como se permitiram nos natais da crise. O SPC Brasil estima que a principal data comemorativa deverá injetar nada menos que R$ 53,5 bilhões na economia. Descontada a inflação, o número é bem próximo do que foi estimado no ano passado e equivale praticamente à soma de outras quatro datas comemorativas que também costumam movimentar o comércio: o dia das mães, o dia dos namorados, dos pais e das crianças.

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6 dicas para o seu comércio vender com segurança e tranquilidade

6 dicas para o seu comércio vender com segurança e tranquilidade

O departamento de vendas é um dos mais importantes de qualquer empresa. Por isso, investir em sistemas e estratégias para o seu comércio vender com segurança deve ser uma de suas prioridades.

Vender os produtos ou os serviços de uma marca traz uma receita recorrente e capital para investimento. No entanto, é preciso que seja feita uma análise de crédito dos possíveis clientes.

Essa iniciativa é muito importante, pois evita situações estressantes e possíveis fraudes. A incerteza no recebimento das vendas pode tornar o seu negócio inviável, diminuindo as chances de perpetuação do seu empreendimento.

Pensando nisso, elaboramos este artigo com 6 dicas para que a sua negociação seja mais transparente e segura. Quer descobrir como? Continue a leitura!


1. Contrate um serviço de consultas ao SPC


O Serviço de Proteção ao Crédito, ou simplesmente SPC, é nada mais do que um sistema interligado a vários bancos e outros sistemas de análise de crédito. Os vários dados são cruzados e fornecem informações valiosas para os comerciantes.

No amplo rol de informações disponibilizadas pelo SPC estão: o número de CPF, o nome, o endereço e as dívidas atrasadas. Mas você sabe como utilizar esses dados para fazer uma análise de risco do seu cliente? Se a sua resposta foi não, nós te explicamos agora como isso funciona e por que é algo tão importante.

Em primeiro lugar, temos o fator da cautela a nosso favor quando uma venda é supervisionada pelos órgãos de análise de crédito. Imagine a seguinte situação: um cliente chega à sua loja e pretende fazer uma compra muito grande. Acontece que ele nunca realizou nenhuma outra negociação com a sua empresa, mas quer pagar a compra com cheques.

Ao fazer uma rápida busca no SPC com os dados desse cliente, é bem provável que você chegue à conclusão de que vale ou não a pena efetivar a venda. Entendeu a importância dessa prática? A precaução é uma grande aliada para vender com mais segurança.


2. Faça um seguro de cheques


O exemplo que demos anteriormente usando cheques não foi por acaso. É que essa opção de pagamento é uma das mais utilizadas. Em contrapartida, existe o problema da falsificação ou extravio das folhas de cheque. Além disso, há o famoso caso do “cheque sem fundo” — quando não há recursos para honrar o pagamento.

Esses motivos já são suficientes para que o seu comércio invista em um seguro de cheques. Com isso, você se protegerá de fraudes e situações estressantes que envolvem a cobrança de dívidas em atraso.

Existem diversos tipos de seguro. Você conseguirá encontrar uma opção acessível e que gere impactos positivos ao seu comércio. Não perca tempo!


3. Verifique o score de crédito do consumidor


O score é nada mais do que uma escala que engloba várias métricas e informações pessoais. Por exemplo, existem muitos scores que vão de 0 a 1000. Se um comprador possui uma pontuação baixa, é bem provável que as chances de não pagamento sejam maiores.

O score é um guia para o comerciante. Assim, ele pode definir se aquela venda é mais benéfica ou prejudicial ao seu empreendimento. Por isso, sempre avalie o score do seu consumidor antes de fechar alguma venda.


4. Confirme os dados cadastrais do consumidor


O Brasil aparece em inúmeras pesquisas como um dos países com maior número de estelionatários e de fraudes comerciais. E apostamos que você não quer ser vítima de um golpe, não é mesmo? Quando for realizar qualquer negociação, consulte um banco de dados a fim de verificar a idoneidade do seu cliente.

É muito comum que criminosos falsifiquem dados para realizarem compras em nome de terceiros. A famosa clonagem de cartões é apenas uma das artimanhas utilizadas por eles. Imagine a dor de cabeça e os problemas que a sua empresa pode passar ao efetivar uma compra em que houve uma fraude cadastral.

É bem melhor se precaver de situações embaraçosas. Logo, não deixe de verificar os dados cadastrais e as informações básicas dos seus compradores. Assim, você demonstra o profissionalismo do seu negócio e diminui as chances de fraude contra o seu empreendimento.


5. Invista em segurança digital


Você já deve saber que o processo de vendas foi diretamente impactado pelas novas tecnologias da web. Porém, não pense que somente os e-commerce e as lojas que atuam na internet fazem uso da segurança digital.

O seu negócio, mesmo que esteja offline, precisa dessa ferramenta. Os softwares de antivírus, por exemplo, ajudam a proteger a confidencialidade do seu banco de dados. Além disso, existem tecnologias capazes de detectar cartões de crédito falsos, evitando que você caia em fraudes.

Um exemplo bem comum que afligia comerciantes de todo o país é a falsificação de cédulas. Apesar de antigo, esse golpe demonstra como o seu negócio pode sofrer com a atuação de grupos criminosos.

Desse modo, é fundamental que a sua empresa esteja preparada para a era digital, fazendo o uso de bons softwares e sistemas que tornem as vendas mais seguras.


6. Treine a sua equipe para vender com segurança


Já é do pensamento popular que o constante treinamento leva à perfeição. Com a sua marca não é diferente. Como mencionamos na abertura deste artigo, o setor de vendas é um dos mais importantes — o que exige o aperfeiçoamento e a capacitação dos profissionais.

Nesse sentido, é fundamental que os seus colaboradores saibam utilizar as ferramentas de análise de crédito e estejam sempre atentos a possíveis fraudes. Por isso, organize oficinas internas de debate e especialização para tornar uma negociação segura e tranquila.

Agora que você já sabe um pouco mais de como vender com segurança, não se esqueça de aplicar as dicas no dia a dia da sua empresa. Uma negociação tranquila traz um retorno positivo para toda a sua equipe, além de beneficiar financeiramente o seu negócio.

(Fonte: CDL/BH)

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